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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A FÉ COSTUMA FAIÁ...

Hoje li a Coluna do querido Tiago Domingos com o Título – “A FÉ NÃO COSTUMA FALHAR”.


Após anos e anos de “fantasias” que levam os apaixonados pela Festa de Momo acreditar na “palavra” de gestores de plantão quando dizem que farão “isso ou aquilo”.

Notadamente somente a “Fé” pode explicar tamanha paciência.

Infelizmente o Carnaval e os apaixonados, abnegados e fazedores não conseguem reunir objetivos comuns, agirem profissionalmente e, conquistarem a Autoridade que tem aqueles que ou possuem a "Força da grana..." para aliciar, ou a força comunitária pra votar.

Enquanto não copiarem definitivamente o modelo das grandes festas nacionais (Carnaval, Parintins, Barretos, etc...) adaptando para satisfazer as peculiaridades e os desejos dos “clientes” com sua inquestionável e encantadora capacidade de motivar aplausos, alegria, folia e felicidade, jamais terão o respeito necessário.


Conquistar esse respeito é fundamental, pois além de vivermos numa comunidade absolutamente provinciana,  sabemos que na realidade qualquer iniciativa popular precisa do apoio da comunidade para sobreviver e superar os “desejos” e as “birrinhas” dos mandatários de plantão.

A história recente de Guaratinguetá deixa claro, evidente e óbvio que os “gestores” que esquentaram a cadeira jamais respeitaram o Carnaval, nem como Festa popular, nem como Cultura, muito menos como Turismo.


Assim como a Associação Comercial, Sindicatos, Clubes de Serviço ou mesmo de Lazer, o Carnaval sujeitou-se aos afagos recebidos e os confetes distribuídos esquecendo-se que quem senta na cadeira como “Prefeito” é um Servidor contratado e, não um Rei entronado.

Lembro de fatos que deveriam ter sido aprendidos, copiados e, repetidos, mas....

Um ex. Presidente da Associação Comercial sempre me disse – Quem tem que conversar comigo é o Prefeito, não eu ter que ir até ele!

Anos depois fui Assessor de dois outros presidentes da Associação, sendo que um deles ficou esperando por mais de 2 horas na antessala do Gabinete para ser atendido e, não conseguiu, mesmo sendo o prefeito da época quem solicitou sua presença.


Atitudes assim só existem por conta de uma “cultura” provinciana, onde cidadãos comuns ao serem empossados em cargos públicos sentem-se superiores, mandantes, arrogantes e, proprietários exclusivos do SABER. Por outro lado, são tratados como “intocáveis” e, a aceitação disso, cria verdadeiros Tiranos que sorridentemente desprezam ideias que se oponham a seus objetivos.

O Carnaval somente sobreviverá e se tornará “importante” quando conseguir provar seu profissionalismo, sua importância cultural e econômico/financeira e, firmar-se como produto turístico lucrativo para todos os envolvidos, gradativamente libertando-se da necessidade de apoio do poder público. 

Deixo claro que sou absolutamente a favor da obrigação do Poder Público incentivar e, ser parceiro na realização do Evento Carnaval, mas em contrapartida as Agremiações precisam transformarem-se em Entidades economicamente viáveis, culturalmente necessárias e, socialmente fundamentais.


Ouvi relatos que em anos passados, na década de 70 se não me engano, famílias deixavam suas casas no período do Carnaval para alugarem aos Foliões que vinham de diversas cidades participarem do “Carnaval de Guaratinguetá”, na Avenida e nos Salões.

Isso, assim como em Barretos, poderá acontecer novamente, assim como a rede hoteleira, o comércio, restaurantes, bares e pessoas terem benefício com a venda de Serviços e Produtos.


A continuar da maneira que está lamentavelmente sinto que a...
 “Fé COSTUMA FAIÁ!!! “