quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Vivemos em tempos novos e, assim sempre será.

No aspecto dos sentimentos estamos conseguindo quebrar as “correntes” ou melhor, os “anéis” que obrigavam um casal a viver e conviver “até que a morte os separe”!

Como se ao colocar uma aliança no dedo e dizer sim a um “representante” da Igreja; assinando um documento no Cartório pudéssemos nos aliviar com a falsa segurança do Amor eterno.


A novidade está nas inúmeras possibilidades que estão disponíveis para escolhermos, decidirmos, e vivermos os sentimentos.

Aplicativos, Sites de relacionamentos, mudança de hábitos destruíram estes paradigmas que por séculos aprisionaram e, levaram casais à masmorra de um relacionamento indesejável, repleto de obrigações e, destruidor de amores que ou acabaram, ou nunca existiram.

Essas novidades trazem seus problemas e consequências, pois nem todos nós estamos dispostos a nos render à realidade. 

Assim como muitos insistem em sair sem guarda-chuva durante o temporal.

Alguns pensam que estamos nos tornando uma geração sem sentimentos, “infiel”, que troca de “amores” como quem troca de roupas, etc.

Porém, lembramos que o fato de alguém matar seu “irmão” com uma faca, não torna a faca um objeto criminoso e, sim seu portador e utilizador poderá ser condenado por ter usado a faca. 
Mesmo que exista a possibilidade da “legítima defesa”.

O lado ruim dessa “modernidade” é que precisaremos ter mais atenção e cuidados.

Mas, não seria isso exatamente que desejamos?
Atenção e cuidados não são temperos imprescindíveis para a manutenção de um relacionamento?

Infelizmente não há uma definição do que é o AMOR e, nem receita que o faça melhor, pior, imortal...

Todos, sem exceção, somos e cometemos erros na vida e, estes são os momentos em que podemos amadurecer, crescer e, recebermos aquilo que é um dos temperos mais importantes em qualquer relacionamento – Perdão, apoio, consideração, diálogo.
Bairro Pessegueiro. Cunha.SP - jan/15.
Aqui a FADIGA fica com preguiça

Sim, é fácil falar, mas quando nos encontramos no centro do furacão nada mais enxergamos e, nos tornamos humanos, despidos do manto sereno do desejo em ser melhor.

Assim é que a facilidade em “trocarmos” de braços favorece o início de novos relacionamentos, mas em muitos dos casos, o que vemos é a frustração sem tempo determinado, em saber que perdemos a oportunidade de continuar a conviver com aquela pessoa que Amamos, que nos faz sorrir, que nos encanta com sua gargalhada, com a incrível capacidade de sorrir com dores, de manter a serenidade e, massagear suas mãos quando você precisa de colo, amparo, e tem um ombro para receber teu chorar. Que ao mesmo tempo que é forte consegue ser uma moleca pedindo colo. 
Que prefere dormir no banco de um carro, numa noite fria a perder o amanhecer em meio as Oliveiras.
Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes -  MARIA DA FÉ. MG.
Onde a simplicidade conquistou meu coração

Não descartamos afetos!

A realidade favorece a troca de braços, afetos, carinhos, desejos sim.

Isso é uma das vantagens da liberdade que a tal “Modernidade” nos oferece, mas com toda essa liberdade vem a necessidade de conquistarmos o melhor dos afetos diariamente, mesmo que para isso seja necessário dramatizarmos, pular em frente, brincar, beliscar, morder, fazer cócegas e, ou pedir franca e diretamente – “Quero Colo! ”, como quem pretende dizer me ajude a continuar te Amando; me faça ser melhor para você; me ensine a ficar!

Estamos aprendendo a viver tantas possibilidades e, como todo aprendiz, erramos, tropeçamos, caímos, porém como antes, agora, como nunca, precisamos saber que temos uma mão que deseja nos reerguer e, nos redimir dos erros, enganos e tropeços, pois essa mão é aquela que desejaremos massagear até “que a morte nos separe” e, só a morte.

Amadurecer não é privilégio dos que tem idade avançada, mas sim dos que tem o privilégio em ter encontrado alguém que te faça Pudim de leite condensado e consiga te desejar, amparando tua fragilidade, compreendendo tua insegurança, teus medos, fragilidades entendendo que o medo de Amar ultrapassa séculos e, na maioria das vezes, é mais forte que o AMOR que dorme em teu coração.

Que consiga saber que para esse AMOR se manter vivo é vital que exista a certeza que ele será melhor do que a indignação e a solidão dos que não perdoam e, interrompem a incerta certeza que tem a seu lado a pessoa que vai AMAR como jamais foi amada e, dará aquilo que você já sabe que é melhor para sua vida, mas por ser tão importante e lindo, precisa de “cuidados”.

Reflita sobre isso e, avalie com serenidade, pois o AMOR a ser vivido supera a dor do orgulho, da decepção e, da solidão que manterá viva a certeza que esse Amor piquirrucho, moleque, rebolativo jamais será superado, pois ao lembrar de tudo que viveram, voltará o desejo de reviver diariamente, para sempre.

Do suco de gengibre com maçã até o aconchego do sofá no sono grudadinho que jamais será substituído.

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