quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Loucuras do Óbvio


Tente descobrir vagamente quem você é, então você não será feliz, mas sua consciência vai fazer com que você não seja falso, vazio e comum...
Que você pare de postar felicidade falsa que não convence a mais ninguém a muito tempo, nem a você mesmo. Por isso você passa cada vez mais tempo postando ao celular, porque a dose da “droga” tem que aumentar à medida que o corpo resiste a ela!”.....(Leandro Karnal.)



Nós acabamos preferindo ser vigiados, e por isso vivemos “publicando” nossa vida, a sermos o que definitivamente somos – SOZINHOS!
Preferimos as críticas à indiferença...

Hamlet pergunta – “O que eu responderia se nada fosse relevante a não ser a minha decisão, e nada garantisse que essa decisão fosse correta?
Quem eu seria se eu estivesse absolutamente só no mundo?

Mas, nós estamos sós no mundo!
Sempre seremos solitários!

Às vezes é preciso ser louco para dizer o óbvio”, Erasmo de Rotterdam em O Elogio da Loucura.

Voltando a Hamlet.....”Como é terrível encenar essa Peça chamada vida, com um “enredo” que não foi escrito por nós!”

Sim, alguns dirão – Escreva sua própria História!

Porém, lembrem-se que para sobreviver, conviver é necessário ser ator em uma peça que não é um Monólogo, mas uma Tragédia, um Drama, uma Pantomima, enfim temos que nos relacionar com outros (as) Atores que também exercem seus instintos de sobrevivência.
Por vezes, nos “matam”!
A melancólica encenação nos faz menores; nos conduz a corredores escuros e, masmorras úmidas, bolorentas, assombradas por fantasmas de nossas experiências.
Lamentável quando vemos os moços com olhos embaçados pela falsa e retrógrada “Moral”, pelas chamadas “Regras Sociais”, pelos politicamente corretos – USOS E COSTUMES.

“Faculdade de cada um se decidir ou agir segundo a própria determinação. ” (LIBERDADE)


Pois é... Mas, como ser Livre?

Solitariamente conquistamos a Liberdade sim. Mas, as emoções nos aprisionam e, nossa memória nos lembra que necessitamos “AMAR”.

Como Amar solitariamente?
Precisamos resolver esse Problema, pois somente amando e enxergando o brilho da Vida conseguiremos a tal Liberdade de sermos felizes.
Ter companhia é algo questionável, pois quantas vezes você já se viu acarinhado, acolhido, amado ao relembrar, ao lembrar, ao imaginar?

Quantas vezes você já se pegou na mais profunda solidão no meio da multidão?
A melhor maneira de sentir a presença é quando conseguimos ser insanamente capazes de sentir o cheiro, o toque, o calor, o brilho dos olhos, a suavidade da voz, a inesquecível gargalhada moleca, a sapeca olhada, a “rebolativa” caminhada, enfim o prazer de relembrar não substitui o prazer de viver, fazer, realizar, mas certamente acalenta, diminui a dor da ausência, e faz desejar mais.

Saudade é a presença mais profunda e desejada dos que amamos.
Obviamente desejamos a Felicidade do abraço da volta, do amparo, do adormecer cansado e apertado por quem amamos.....

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