Hoje li a Coluna do querido Tiago Domingos com o Título – “A FÉ NÃO COSTUMA FALHAR”.
Após anos e anos de “fantasias” que levam os apaixonados
pela Festa de Momo acreditar na “palavra” de gestores de plantão quando dizem
que farão “isso ou aquilo”.
Notadamente somente a “Fé” pode explicar tamanha paciência.
Infelizmente o Carnaval e os apaixonados, abnegados e fazedores não conseguem
reunir objetivos comuns, agirem profissionalmente e, conquistarem a Autoridade
que tem aqueles que ou possuem a "Força da grana..." para aliciar, ou a força
comunitária pra votar.
Enquanto não copiarem definitivamente o modelo das grandes festas nacionais
(Carnaval, Parintins, Barretos, etc...) adaptando para satisfazer as
peculiaridades e os desejos dos “clientes” com sua inquestionável e encantadora
capacidade de motivar aplausos, alegria, folia e felicidade, jamais terão o
respeito necessário.
Conquistar esse respeito é fundamental, pois além de
vivermos numa comunidade absolutamente provinciana, sabemos que na realidade qualquer iniciativa
popular precisa do apoio da comunidade para sobreviver e superar os “desejos” e
as “birrinhas” dos mandatários de plantão.
A história recente de Guaratinguetá deixa claro, evidente e óbvio que os “gestores”
que esquentaram a cadeira jamais respeitaram o Carnaval, nem como Festa
popular, nem como Cultura, muito menos como Turismo.
Assim como a Associação Comercial, Sindicatos, Clubes de
Serviço ou mesmo de Lazer, o Carnaval sujeitou-se aos afagos recebidos e os
confetes distribuídos esquecendo-se que quem senta na cadeira como “Prefeito” é um
Servidor contratado e, não um Rei entronado.
Lembro de fatos que deveriam ter sido aprendidos, copiados e, repetidos,
mas....
Um ex. Presidente da Associação Comercial sempre me disse – Quem tem que
conversar comigo é o Prefeito, não eu ter que ir até ele!
Anos depois fui Assessor de dois outros presidentes da Associação, sendo que um
deles ficou esperando por mais de 2 horas na antessala do Gabinete para ser
atendido e, não conseguiu, mesmo sendo o prefeito da época quem solicitou sua
presença.
Atitudes assim só existem por conta de uma “cultura”
provinciana, onde cidadãos comuns ao serem empossados em cargos públicos
sentem-se superiores, mandantes, arrogantes e, proprietários exclusivos do
SABER. Por outro lado, são tratados como “intocáveis” e, a aceitação disso,
cria verdadeiros Tiranos que sorridentemente desprezam ideias que se oponham a
seus objetivos.
O Carnaval somente sobreviverá e se tornará “importante”
quando conseguir provar seu profissionalismo, sua importância cultural e
econômico/financeira e, firmar-se como produto turístico lucrativo para todos
os envolvidos, gradativamente libertando-se da necessidade de apoio do poder
público.
Deixo claro que sou absolutamente a favor da obrigação do Poder Público
incentivar e, ser parceiro na realização do Evento Carnaval, mas em
contrapartida as Agremiações precisam transformarem-se em Entidades economicamente
viáveis, culturalmente necessárias e, socialmente fundamentais.
Ouvi relatos que em anos passados, na década de 70 se não me
engano, famílias deixavam suas casas no período do Carnaval para alugarem aos Foliões
que vinham de diversas cidades participarem do “Carnaval de Guaratinguetá”, na
Avenida e nos Salões.
Isso, assim como em Barretos, poderá acontecer novamente,
assim como a rede hoteleira, o comércio, restaurantes, bares e pessoas terem
benefício com a venda de Serviços e Produtos.
A continuar da maneira que está lamentavelmente sinto que a...
“Fé
COSTUMA FAIÁ!!! “

3 comentários:
CONCORDO INTEGRALMENTE COM SUA OPINIÃO, JACKSON - OBRIGADO PELO CARINHO DA LEITURA DA COLUNA E O QUE NOS RESTA É LUTAR E TENTAR MUDAR O QUADRO COM OS DEVIDOS APOIOS INSTITUCIONAIS.
Concordo plenamente ... Usando a letra de um Samba de Enredo que tive a honra de auxiliar na composição e execução em desfile ,deixo minha opinião:
Guaratinguetá
Abram alas , queremos passar
O sonhador teve a coragem
Vamos poder sambar
Agenda a luz , me empreste o palco
Nossa gente quer brilhar
A comunidade estava com saudade
Dessa festa, que "foi" festa popular
A Velha Guarda tem razão
Além de luxo deve haver mais emoção
Ecoa um grito no Morro
Faça a cuíca a roncar
Não alienar a Cultura do povo
Ouça a Embaixada a cantar
Terra de doutores , poetas artistas
Políticos, escritores e grandes esportistas
Temos o Rei do violão
Presidente da nação
Um anjo Negro o mundo viu voar
Estrelas num cenário de glórias
Mitos que marcaram nossa história
No coração, convicção
É de Frei Galvão essa cidade
Quem acredita sempre vai a luta
Santo de casa faz milagre.
Embaixada do Morro - Carnaval 2006
Grande abraço
Concordo plenamente ... Usando a letra de um Samba de Enredo que tive a honra de auxiliar na composição e execução em desfile ,deixo minha opinião:
Guaratinguetá
Abram alas , queremos passar
O sonhador teve a coragem
Vamos poder sambar
Agenda a luz , me empreste o palco
Nossa gente quer brilhar
A comunidade estava com saudade
Dessa festa, que "foi" festa popular
A Velha Guarda tem razão
Além de luxo deve haver mais emoção
Ecoa um grito no Morro
Faça a cuíca a roncar
Não alienar a Cultura do povo
Ouça a Embaixada a cantar
Terra de doutores , poetas artistas
Políticos, escritores e grandes esportistas
Temos o Rei do violão
Presidente da nação
Um anjo Negro o mundo viu voar
Estrelas num cenário de glórias
Mitos que marcaram nossa história
No coração, convicção
É de Frei Galvão essa cidade
Quem acredita sempre vai a luta
Santo de casa faz milagre.
Embaixada do Morro - Carnaval 2006
Grande abraço
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